Rapper mineiro DuMancha está de volta aos trabalhos

dumancha rapper de BH
Foto do instagram oficial de DuMancha (modificada)

DuMancha é um artista independente de Belo Horizonte que a 7 anos compõe e canta rap. Sua principal proposta e inspiração segundo ele é resistir. Nessa matéria você vai conhecer um pouco mais sobre o Rapper mineiro e sua história.

O começo de tudo

Jovem de 26 anos e “filho” das batalhas de rap da capital mineira, acredita que a arte move o mundo e liberta. Segundo sua ideologia, cantar e versar é a expressão do sentido de viver.

Filho de uma professora de português da rede municipal de ensino de Belo Horizonte, DuMancha gosta de explorar as palavras e seus duplos sentidos, escreve poesia desde os 12 anos e nutre um grande amor pelas palavras.

Seu contato com a música e com o rap começou nas ruas, aprendeu a fazer BeatBox quando adolescente e dava voz aos Beats de batalhas clandestinas como a Rapa do Papa e a Batalha da Estação além de cantar e tocar violão.

Entendendo a sua vocação e buscando aperfeiçoar seus talentos, passou a frequentar o PlugMinas, iniciativa do governo do Estado que proporciona acesso a aulas de música, teatro etc… Ali fez aula de canto, além de conhecer jovens artistas da cena que tinham objetivos em comum.

Parcerias e o Grupo Dropped

A partir disso a vontade de fazer música, passou a ser também um compromisso com a sua profissão e seu sonho. Com participação assídua nos eventos de rap, Mancha conheceu o Tix,amigo com quem montou um grupo chamado Dropped que durou cerca de 4 anos, até cada membro escolher rumos diferentes.

Mas durante esse tempo fizeram apresentações em eventos de rap, como o ChurrasRap e em Saraus, gravaram clipes caseiros e compuseram várias músicas juntos,uma delas chamada “Tempo de Saudade” registrada no canal do artista no YouTube.

Declínio e a volta por cima

A história de DuMancha segue com momentos que o tiraram da cena e do seu propósito: Em 2017 e início de 2018 passou por 2 internações forçadas e por fim uma terceira, a qual permaneceu até o fim de 2018. Sua principal distração ali era escrever suas poesias que nunca o abandonaram.

Após traumas, um grupo de rap finalizado e o retorno à vida social, aos poucos DuMancha foi se reerguendo e ressignificando o sentido que a música e sua carreira tinha em sua caminhada e tomou a decisão de iniciar um projeto solo e aprender a produzir.

Tomada a decisão de persistir no seu sonho e vocação, Mancha passou a trabalhar como freelancer em bares de BH, dessa forma pode começar a investir em um HomeStudio e após um ano conseguiu um material básico para começar a se gravar e aprender a fazer sua própria produção.

EP acróstico

É nesse contexto que chega a 2020: Entre vários cursos e novas composições, está produzindo um EP chamado Acróstico. A medida que escreve as letras, produz beats, grava sua própria voz, faz a mixagem e masterização da música,ele edita os videos e clipes para lançar nos canais digitais em forma de singles.

Também tem feito todo o processo de divulgação dessas músicas, contando com redes sociais e compartilhamento de amigos.

Os singles desse álbum em produção, que já foram lançados, foram: “Curto Circuito”, “Danço Samba Enquanto Ando”, “Nado na Imensidão” “A Palavra Sai da Boca” e o mais recente “Código 13” estão em seu canal “DuMancha” no Youtube e os singles “Danço Samba Enquanto Ando” e “Nado na Imensidão” já estão nas plataformas digitais SoundClound, Spotfy, Deezer e Itunes.

A produção não para e já tem novas músicas sendo produzidas, para completar o álbum “Acróstico”.

Dentre os vários caminhos que percorreu, Mancha segue com a certeza de que a música é a maneira mais genuína de concretizar seus sonhos e segue na caminhada da resistência que a arte independente exige.

Texto: Gabriela Simões

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